A vida muda e a gente muda o tempo inteiro. Quase nada é definitivo. Mas precisamos tomar uma decisão como se fosse para sempre, para vivermos as riquezas e a paz das escolhas feitas, com a clareza das perdas que farão parte do pacote. Não há decisão sem perda e quando tentamos não perder nada ou não desagradar à ninguém, acabamos traindo a nós mesmos e vivendo à margem da vida que poderíamos viver.

Somos cheios de manias e aprendizados, dos quais não nos damos conta. Em relação a estabelecer metas, por exemplo. Geralmente, de forma inconsciente ou até consciente, temos medo de colocar no papel nossos objetivos, sonhos, desejos e metas. Sentimos que seremos obrigados a fazer aquilo e que se tornará um peso. Ou pior, sentimos que é melhor não sonhar, porque se não conseguirmos alcançar, a frustração será enorme. Pode até ser. Mas não precisa.

O objetivo de organizar e planejar o trabalho é sentir-se mais relaxado, criativo e feliz. A idéia é conseguir tirar da cabeça os pensamentos e transformar (o que realmente valer a pena) em realidade. A intenção, geralmente, é realizar sonhos, ser reconhecido pelos seus talentos únicos e oferecer ao mundo o melhor que você tem, através de um trabalho profissional e responsável. Onde erramos?

Geralmente, quando fazemos um relatório de análise de inteligência emocional, o cliente fica um pouco frustrado. No final das contas, gostamos dos aplausos e enxergar as debilidades não é uma tarefa fácil. Agora, vamos ser realistas. O quanto nós somos estimulados, desde crianças, a desenvolvermos nossa inteligência emocional?